Você ainda duvida que Ele foi à cruz por amor?

Jerusalém, Ano 33 da era Cristã. Uma manhã de sexta-feira, véspera da festa da Páscoa dos judeus. Uma multidão se reúne. O alvoroço toma conta da cidade milenar. Um homem caminha sob o olhar atento da multidão. Faz-se uma espécie de corredor humano. Ele está ao centro. Às costas, Ele carrega uma cruz que pesa, aproximadamente, quarenta quilos. Suas costas estão marcadas pelas chicotadas que, durante toda a madrugada, O afligiram. O chicote era feito de couro animal e em suas pontas, pedaços de ossos de animais e chumbo. As feridas sangram, estão expostas. Mulheres choram. Alguns soldados romanos zombam de tudo aquilo. O homem continua sua caminhada, quase se arrastando diante dos olhos do povo. Sobre sua cabeça uma coroa de espinhos ironizava-o como rei. A coroa não fora apenas colocada em sua cabeça, mas, apertada contra ela, de modo que os espinhos, conhecidos como espinhos-prego, penetram o couro cabeludo. A dor intensa o impede de caminhar, Ele cai. Chicotadas, chutes, socos, palavras de ordem. Ele mal consegue se levantar. Alguém força um homem a ajudá-lo a carregar a cruz. Assim, Ele se levanta. A multidão grita em êxtase. Seu destino era o Lugar da Caveira, uma pequena elevação fora da cidade. Agora são nove horas da manhã. Ele consegue concluir a dolorosa caminhada. Então, Ele é fixado à cruz. Para tanto, são usados pregos de uma polegada, cuja espessura supera muito pouco um cabo de vassoura. Duas marteladas não são o bastante para atravessar seu pulso frágil. O carrasco insiste e... consegue fixá-lo ao madeiro. Levantado na armação de madeira, Ele fica a uma altura de três metros. De cima ele contempla a multidão, que assiste ao espetáculo, perplexa. Seus olhos procuram seus amigos. O suor misturado ao sangue escorre pelo rosto e chega às pálpebras. Sua visão fica obstruída. Ele sente sede. Ao seu lado, dois malfeitores. O relógio marca meio-dia e, de repente... a terra é tomada de uma escuridão aterradora. Ele sente sede. Alguém corre, pega uma esponja com vinagre e lhe oferece. Sentindo a chegada da morte, Ele reúne forças para bradar “está consumado”. Seu corpo se rende. “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. Um soldado não está certo de sua morte; pega uma lança e fura o seu lado. Sangue e água escorrem. Mulheres choram. São três horas da tarde. Durante seis horas Ele esteve pendurado à cruz com vida. A crucificação era uma das penas mais humilhantes para o condenado. Morreu como um malfeitor.
Apesar de não citar o nome dEle, você que está lendo esse texto bem sabe de quem se está falando. A cruz, a dor, o sofrimento, tudo foi por mim e por você. Que sentido tem tudo isso, se vivemos como se tudo não passasse de um conto. Pense nisso. Reflita. Pondere. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3: 16) Jesus Vive! Aleluia!
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